Setor produtivo critica redução tímida da taxa Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a redução da taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão foi recebida com ressalvas por entidades do setor produtivo e sindicais, que classificaram o corte de 0,25 ponto percentual como insuficiente para estimular a economia brasileira.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a medida mantém o custo do crédito elevado, prejudicando a competitividade e os investimentos. No mesmo sentido, a Associação Paulista de Supermercados (APAS), por meio do economista-chefe Felipe Queiroz, pontuou que o Banco Central poderia ter adotado um afrouxamento monetário mais agressivo, destacando que o atual patamar favorece o capital especulativo em detrimento da produção.
Representantes dos trabalhadores, como a Contraf-CUT e a Força Sindical, também criticaram o ritmo da queda da Selic. As entidades alertam que os juros altos freiam a geração de empregos e renda, além de agravar o endividamento recorde das famílias e das empresas, restringindo o consumo e o crescimento econômico nacional.
