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Intel bLLC: Aposta para superar 3D V-Cache da AMD

Intel bLLC: Aposta para superar 3D V-Cache da AMD

Intel bLLC: Aposta para superar 3D V-Cache da AMD

Por anos, a AMD dominou o mercado de processadores para jogos com sua tecnologia 3D V-Cache. O Ryzen 7 9800X3D, por exemplo, tornou-se o rei dos games, liderando benchmarks e a preferência dos entusiastas. Enquanto isso, a Intel, apesar de alcançar frequências de clock altíssimas, superando 6.0 GHz, enfrentava dificuldades em jogos devido à falta de memória cache robusta próxima ao núcleo, uma vantagem crucial da sua rival.

No entanto, a Intel parece ter sua resposta: o bLLC, ou Big Last Level Cache. Esta nova aposta representa um retorno modernizado ao conceito de Cache L4, visto há uma década no i7-5775C Broadwell, mas agora com tecnologias aprimoradas e uma escala significativamente maior.

Tecnicamente, o bLLC é um grande bloco de memória SRAM, extremamente rápida, estrategicamente posicionado entre o processador e a memória RAM do sistema. Sua função é mitigar o gargalo de velocidade, onde o processador, incrivelmente veloz, precisa esperar pela memória RAM, que é comparativamente mais lenta. O bLLC atua como um reservatório gigante, guardando texturas, cálculos de física e dados vitais do jogo dentro do próprio encapsulamento do processador. Rumores da indústria indicam capacidades de 144 MB a impressionantes 300 MB de cache, potencialmente dobrando as soluções da AMD.

A principal diferença entre as gigantes reside na implementação do cache. A AMD utiliza o empilhamento vertical, onde o cache é fisicamente colocado sobre os núcleos de processamento. Embora eficiente em latência, essa técnica cria um desafio térmico, pois o cache age como um isolante. Consequentemente, as CPUs da linha X3D da AMD geralmente operam com clocks mais baixos e possuem restrições severas para overclock agressivo.

A Intel, por sua vez, planeja usar sua tecnologia de empilhamento Foveros para posicionar o bLLC na tile base, abaixo dos núcleos, ou em uma tile dedicada ao lado. Essa abordagem permite que os núcleos de processamento permaneçam livres no topo do chip, mantendo contato direto com dissipadores ou water coolers. O resultado teórico é a combinação ideal: a Intel poderá oferecer o cache gigante necessário para jogos e, ao mesmo tempo, sustentar suas frequências de 6.0 GHz sem as limitações térmicas que hoje afetam a AMD.

O benefício mais imediato do bLLC para os usuários é o fim do stuttering, as travadinhas incômodas que ocorrem durante o carregamento de novas áreas ou processamento simultâneo de muitos elementos. Com um cache tão vasto, a CPU terá os dados prontamente disponíveis, eliminando a hesitação do sistema. Além disso, haverá um ganho significativo na estabilidade, evidenciado pela melhoria no 1% Low nos games. Embora o bLLC possa não elevar o FPS máximo ao infinito, ele deve garantir que o FPS mínimo seja consideravelmente mais alto, proporcionando uma jogabilidade excepcionalmente mais fluida, mesmo que os resultados do Ryzen 9 9950X3D2 mostrem os limites.

Se os rumores sobre a arquitetura Nova Lake e a implementação do bLLC se confirmarem, a Intel terá encontrado a solução para seu maior desafio no mercado de consumo. A estratégia de unir altas frequências de operação com um grande reservatório de dados posiciona a empresa em uma forte ofensiva contra sua rival de longa data, prometendo redefinir o cenário dos processadores para jogos.

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