Psicólogo depõe sobre transtornos mentais de Diego Maradona
O psicólogo Carlos Diaz, de 34 anos, afirmou em depoimento ao tribunal argentino nesta quinta-feira (30) que Diego Maradona apresentava traços de narcisismo e sofria de transtorno bipolar. O profissional, que é um dos sete réus por homicídio culposo no caso da morte do ex-jogador e técnico, argumentou que o astro necessitava de um tratamento rigoroso focado na abstinência total de álcool.
Diaz descreveu o primeiro encontro com Maradona, ocorrido em 26 de outubro de 2020, apenas 29 dias antes do falecimento. O psicólogo relatou ter visto o ídolo consumindo vinho, cenário que comparou à luta de seu próprio pai contra o alcoolismo. Segundo o réu, que responde pela acusação de prescrever medicação incorreta, o tratamento foi desenhado com o objetivo de alterar o estilo de vida do ex-capitão da seleção argentina.
O julgamento busca apurar a responsabilidade criminal da equipe médica envolvida nos cuidados ao ex-jogador. Durante a audiência, o neurocirurgião Leopoldo Luque, também réu no processo, defendeu que a hospitalização domiciliar de Maradona era adequada, ressaltando que o formato não deveria ser confundido com uma unidade de terapia intensiva. Relatórios toxicológicos apresentados indicaram que o falecimento ocorreu após 23 dias sem o uso de medicamentos.
