Ativista brasileiro Thiago Ávila retorna após prisão em Israel
O ativista de direitos humanos Thiago Ávila retornou ao Brasil na noite desta terça-feira (11), desembarcando no Aeroporto de Guarulhos após ser libertado de uma detenção em Israel. Ávila, um dos sete brasileiros que integravam a Global Sumud Flotilla, missão humanitária destinada ao povo palestino, chegou ao país sem bagagem e foi submetido a um interrogatório pela Polícia Federal, procedimento que não foi aplicado a outros integrantes do grupo, como Mandi Coelho.
Durante seu relato, o ativista denunciou ter sofrido agressões físicas e períodos de confinamento em cela solitária, onde permaneceu vendado e algemado. Ávila afirmou que, enquanto esteve detido, testemunhou episódios de tortura contra palestinos e recebeu ameaças das forças israelenses. O ativista criticou duramente a atuação do governo de Israel, classificando o Estado como genocida e apontando a violação contínua de direitos humanos, corroborando denúncias feitas pela ONU sobre a situação precária em Gaza.
Ávila também defendeu que a comunidade internacional responsabilize lideranças como o premiê israelense Benjamin Netanyahu e o presidente estadunidense Donald Trump por crimes de guerra. A situação na região, marcada por ataques a infraestruturas de saúde e o sequestro de profissionais como o pediatra Hussam Abu Safiya, permanece grave. Dados da ONU indicam que, desde janeiro, 38 ataques contra o sistema de saúde ocorreram na Cisjordânia, enquanto o financiamento humanitário para a Palestina continua sendo suprido por países como Finlândia, Bélgica, Irlanda, Reino Unido e Suécia.

