Alckmin discute impacto de tarifas americanas sobre exportações brasileiras
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso, não deve ser vista como retaliação aos Estados Unidos, mas como um instrumento institucional para corrigir injustiças comerciais. A declaração foi feita após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e empresários dos setores impactados pela sobretaxa de 25% imposta por Donald Trump.
O governo brasileiro estruturou um pacote de medidas em três eixos: apoio financeiro, diversificação de mercados e diálogo constante com o setor produtivo. Entre as estratégias em análise estão a oferta de crédito via programa Brasil Soberano, a flexibilização temporária de regras de drawback e ajustes nas exigências para manutenção de empregos. A sobretaxa americana atinge cerca de 18% das exportações brasileiras aos EUA, totalizando aproximadamente US$ 7,4 bilhões, com possibilidade de um acréscimo de 12,5%.
Em paralelo, a ApexBrasil intensificará a busca por novos destinos, como Índia, México, Singapura e Japão, visando reduzir a dependência do mercado estadunidense. O Ministério do Desenvolvimento prepara um calendário decisivo que inclui uma missão oficial à Índia e consultas com representantes dos setores de plásticos, máquinas, veículos, autopeças, borracha e calçados antes da entrada em vigor da tarifa, marcada para 29 de julho.
