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Alerta de Fraudes Quase Dobra para Copa do Mundo 2026

Alerta de Fraudes Quase Dobra para Copa do Mundo 2026

Alerta de Fraudes Quase Dobra para Copa do Mundo 2026

As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo apresentaram um aumento significativo no ciclo que antecede o Mundial de 2026. Um levantamento da NordVPN indica que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram ter sido contatados por golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. Este índice é quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

O crescimento das fraudes ocorre em um contexto de ataques digitais cada vez mais sofisticados, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa. Essa tecnologia reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 reside na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos necessitavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing. Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo pode ser realizado em poucas horas. Além da rapidez, os golpes tornaram-se personalizados, utilizando dados vazados como CPF, e-mail e histórico de compras para criar abordagens direcionadas às vítimas, em vez de campanhas massificadas.

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Enquanto em 2022 cartões e boletos predominavam, em 2026 o Pix ocupa posição central nas fraudes. Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe. Criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

As redes sociais continuam sendo a principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa. Os canais mais utilizados pelos golpistas incluem plataformas como Instagram, WhatsApp e Facebook. Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, abrangendo também o comércio real. As principais ocorrências registradas no Procon-SP de março a maio incluíram anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens. As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio.

A popularização da inteligência artificial criou um novo desafio: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados. Segundo Marcelo Souza, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários. Ele questiona por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção, enquanto os cibercriminosos alteram suas táticas em horas. Para a proteção, a verificação de identidade e a capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real serão cada vez mais cruciais. A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão.

Para evitar cair em golpes, o Procon-SP elaborou orientações aos consumidores. Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais como verificar a reputação do vendedor, desconfiar de ofertas muito vantajosas e utilizar plataformas de pagamento seguras.

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