Anvisa autoriza vacina contra meningite para bebês recém-nascidos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi para crianças a partir de 6 semanas de idade. A decisão permite que o imunizante seja utilizado tanto em adultos quanto em crianças para a prevenção da doença meningocócica invasiva, causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.
A MenQuadfi é uma vacina meningocócica conjugada, administrada por via intramuscular, que já era empregada em outras faixas etárias. Com a nova autorização, o público-alvo passa a incluir bebês a partir de seis semanas de vida, um dos grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.
Segundo a Anvisa, a ampliação da indicação foi fundamentada em estudos clínicos que avaliaram a segurança da vacina em aproximadamente 6 mil bebês entre 6 semanas e menos de 12 meses de idade, que receberam pelo menos uma dose do imunizante em diferentes esquemas vacinais. Também foram analisados dados de pouco mais de 5 mil crianças que receberam dose de reforço a partir dos 12 meses.
Os resultados demonstraram um perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem o surgimento de novas preocupações relevantes. A bactéria Neisseria meningitidis pode causar doença meningocócica invasiva, de rápida evolução e alta letalidade, com risco de sequelas permanentes em sobreviventes.
A Anvisa também aprovou o registro do medicamento Voraxaze (glucarpidase), para reduzir concentrações tóxicas de metotrexato em pacientes com insuficiência renal aguda ou com atraso na eliminação da substância, como em adultos e crianças com mais de 28 dias de vida. O metotrexato é um imunossupressor usado em altas doses no tratamento de câncer, cujo acúmulo pode levar a toxicidade grave.
O glucarpidase é uma enzima recombinante capaz de quebrar o metotrexato, reduzindo rapidamente sua concentração no sangue independentemente da função renal. Este medicamento oferece uma nova opção terapêutica para pacientes com níveis tóxicos do quimioterápico, permitindo sua eliminação por via alternativa à renal.

