Artesão carioca fabrica réplicas artesanais do troféu da Copa
Jarbas Meneghini, artesão de 58 anos, transformou sua oficina no Rio de Janeiro em um centro de produção de réplicas do troféu da Copa do Mundo. Desde que decidiu empreender no ramo após assistir à conquista do Brasil em 1994, quando o capitão Dunga ergueu a taça, ele já confeccionou mais de 3.000 unidades em gesso. O artesão, que utilizou suas habilidades técnicas de metalúrgica para criar os moldes, busca agora alimentar a esperança dos torcedores brasileiros para o torneio que será sediado na América do Norte em julho.
O processo de fabricação inclui modelos pintados em ouro e versões com acabamento cromado polido, estas últimas destacadas pelo artesão pelo efeito de reflexo que proporcionam. Operando nas proximidades do estádio do Maracanã, Meneghini exporta suas peças para 17 países nas Américas e na Europa, além de atender turistas e o público local. A demanda cresceu significativamente para o próximo ciclo, levando o profissional a produzir 600 troféus, um salto em relação à média habitual de 100 a 200 unidades por edição do mundial.
A produção intensificada reflete o otimismo renovado do artesão diante da possibilidade de o Brasil encerrar o jejum de títulos iniciado após a conquista de 2002. O torneio, que terá como sedes México, Canadá e EUA, tem início marcado para 11 de junho. Para Meneghini, cada peça produzida carrega a expectativa de ver a seleção nacional, maior vencedora da história do torneio, conquistar o hexacampeonato mundial.
