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Associações de cannabis debatem lacunas na regulação nacional

Associações de cannabis debatem lacunas na regulação nacional

Associações de cannabis debatem lacunas na regulação nacional

Representantes de associações de pacientes discutiram, durante o II Encontro Nacional Nordestino de Associações Canábicas (II Enac) em Fortaleza, a persistência de incertezas jurídicas e sanitárias sobre o uso da cannabis medicinal no Brasil. Apesar dos avanços regulatórios, o setor aponta que temas como cultivo, controle sanitário e o papel da planta na agricultura familiar permanecem com diretrizes indefinidas.

Maurício Gomes, diretor jurídico da Associação Canábica Florescer (Acaflor), criticou a indefinição normativa que, segundo ele, transfere para o Poder Judiciário questões que deveriam ser resolvidas pela Anvisa. A preocupação é corroborada por Antônio Carlos Araújo Fraga, técnico da vigilância sanitária do Ceará, que reconheceu a falta de subsídios práticos para a fiscalização, gerando um cenário onde prevalece a insegurança jurídica e a atuação policial sobre o setor.

O debate envolveu as RDCs 1.013, 1.014 e 1.015 de 2026, que buscam organizar desde o cultivo até o uso de produtos para doenças como fibromialgia e lúpus. Dados do Anuário de Cannabis Medicinal 2025 da Kaya Mind indicam a existência de 315 associações no país, responsáveis pelo atendimento de 873 mil pacientes e pelo manejo de 27 hectares de cultivo, evidenciando a urgência por um marco regulatório que contemple as particularidades das organizações sem fins lucrativos.

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