Ativista política Amelinha Teles morre aos 81 anos
A ativista política e feminista Amelinha Teles faleceu nesta terça-feira (15), aos 81 anos. Presa em 28 de dezembro de 1972, ela foi levada à Operação Bandeirantes (Oban), onde sofreu sessões de tortura sob comando do major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, então comandante do DOI-Codi de São Paulo.
Durante o período de repressão, seu marido César Augusto Teles e seu companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli também foram detidos, sendo que Amelinha testemunhou o assassinato de Danielli. Seus filhos, Edson e Janaína, com 4 e 5 anos à época, foram sequestrados e forenciados a presenciar as torturas contra os pais na Oban.
Feminista atuante desde a década de 1970, Amelinha teve papel fundamental na efetivação da Lei Maria da Penha e contribuiu para pesquisas sobre a responsabilidade de empresas durante a ditadura militar. Sua trajetória, marcada pela luta democrática e pelos direitos humanos, foi celebrada pela Rede de Desenvolvimento Humano como um legado de inspiração e resistência.

