CNJ abre processo administrativo contra desembargador Magid Nauef Láuar
O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, instaurar um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado já se encontrava afastado de suas funções desde o final de fevereiro por determinação do mesmo colegiado.
A investigação, que teve origem na absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável no Triângulo Mineiro, foi ampliada para apurar outras suspeitas de crimes sexuais. Segundo o corregedor-nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, foram identificadas ao menos sete vítimas que relataram condutas inapropriadas do desembargador durante o período em que atuou nas cidades de Ouro Preto e Betim, envolvendo funcionárias, estagiárias e servidoras.
A defesa de Magid Nauef Láuar, conduzida pelo advogado Daniel Calazans Palomino Teixeira, argumentou que os episódios narrados ocorreram há décadas e solicitou o reconhecimento da prescrição, sugerindo que os relatos podem configurar falsas memórias. Com a abertura do PAD, o processo passará por uma nova fase de instrução, na qual o magistrado poderá apresentar sua versão oficial sobre as acusações.
