Comércio brasileiro atinge novo recorde com alta de 0,5%
A queda do dólar impulsionou as vendas de produtos importados, resultando em um crescimento de 0,5% no comércio brasileiro entre fevereiro e março. Este desempenho representa a terceira alta consecutiva e levou o setor a atingir seu maior patamar histórico.
Na comparação anual, o comércio avançou 4%, e no acumulado de 12 meses, a expansão foi de 1,8%. As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desde outubro de 2025, o setor de comércio exibe uma tendência de alta, conforme ressaltou o analista Cristiano Santos. Dos oito grupos de atividades pesquisadas, cinco apresentaram variação positiva na comparação mês a mês.
O crescimento de 5,7% na atividade de equipamentos para escritório, informática e comunicação foi impulsionado pela desvalorização do dólar frente ao real, tornando produtos importados mais acessíveis. Em março, a moeda americana teve o valor médio de R$ 5,23, contra R$ 5,75 um ano antes.
Apesar do aumento de preço dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio, a atividade de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9%, com as receitas do setor crescendo 11,4% no mês, indicando que a demanda permaneceu estável.
Por outro lado, a queda de 1,4% em hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa mais da metade do setor de comércio, pode ser atribuída à inflação, segundo o analista. No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, o indicador subiu 0,3% entre fevereiro e março, com uma expansão de 0,2% nos últimos 12 meses.
