Conselho Monetário Nacional redistribui limites de crédito para estados
O Conselho Monetário Nacional (CMN) realizou, em reunião extraordinária nesta terça-feira (5), o remanejamento dos limites de crédito disponíveis para estados, municípios e o Distrito Federal para o ano de 2026. A medida não eleva o volume total de recursos autorizados, que permanece fixado em R$ 23,625 bilhões, mas reajusta a distribuição interna das verbas para otimizar o acesso aos empréstimos.
A principal alteração promovida pelo colegiado foi o aumento do teto para operações sem garantia da União, que passou de R$ 4 bilhões para R$ 5 bilhões. Este modelo de contratação permite que governos locais negociem diretamente com instituições financeiras, conferindo maior agilidade ao processo ao dispensar o aval federal, embora exija uma capacidade de pagamento mais rigorosa por parte dos entes federativos.
De acordo com o CMN, a decisão de remanejar os valores dentro do mesmo orçamento atende à crescente demanda por crédito direto. A medida, que visa flexibilizar a gestão financeira dos governos locais, entra em vigor após a publicação oficial e integra o planejamento anual dos limites de endividamento do setor público.
