Consumo em supermercados cresce no primeiro trimestre de 2026
O consumo das famílias brasileiras em supermercados apresentou alta de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, conforme balanço divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em março, o desempenho foi 6,21% superior a fevereiro e 3,20% maior que em março do ano anterior, com dados deflacionados pelo IPCA/IBGE. A Abras atribui o resultado à antecipação das compras de Páscoa, ao efeito-calendário de fevereiro e à injeção de recursos como o Bolsa Família, que alcançou 18,73 milhões de lares com R$ 12,77 bilhões, além de R$ 2,5 bilhões provenientes do PIS/PASEP.
O Abrasmercado, indicador que monitora 35 produtos, registrou inflação de 2,20% em março, elevando o valor médio da cesta de R$ 802,88 para R$ 820,54. Entre os itens, destacam-se as altas acentuadas no feijão (+15,40%) e leite longa vida (+11,74%). Nos alimentos in natura, o tomate subiu 20,31%, a cebola 17,25% e a batata 12,17%. Por outro lado, itens como açúcar refinado, café e óleo de soja apresentaram queda de preços. A região Nordeste registrou a maior elevação regional, com a cesta passando para R$ 738,47.
Para o segundo trimestre, a entidade projeta continuidade no crescimento do consumo, impulsionada pela antecipação do 13º salário de 35,2 milhões de segurados do INSS, totalizando R$ 78,2 bilhões, e pelo pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda de 2026, estimado em R$ 16 bilhões. O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, ressaltou que, apesar da melhora na renda, o setor monitora riscos de inflação em alimentos sensíveis a frete e instabilidades climáticas, alertando para o impacto da alta do petróleo nos custos logísticos.
