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Coronel Bombeiro Réu por Assédio e Ameaça a Testemunhas

Coronel Bombeiro Réu por Assédio e Ameaça a Testemunhas

Coronel Bombeiro Réu por Assédio e Ameaça a Testemunhas

O Corpo de Bombeiros enfrenta um novo escândalo com a denúncia formal contra o coronel Lauro César Botto Maia, apresentado pela 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar na terça-feira (4). O oficial é acusado de ameaçar quatro sargentos da corporação que atuam como testemunhas em uma investigação interna sobre assédio sexual atribuído a ele.

O Ministério Público (MP) solicitou a prisão preventiva do coronel, pedido que será avaliado pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar, que aceitou a denúncia nesta quarta-feira (5). Os fatos investigados remontam a uma denúncia de assédio sexual oferecida em julho deste ano pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp).

Na ação penal, o coronel é acusado de ter enviado, entre o fim de 2024 e julho de 2025, mensagens de cunho inadequado a uma subordinada com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual. A denúncia foi aceita pela Justiça, que, no entanto, não acatou o pedido de prisão preventiva do militar. O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo considerou que a denúncia descreveu adequadamente o fato criminoso e as circunstâncias necessárias para a apreciação da prática delituosa.

De acordo com o MPRJ, em 29 de junho de 2026, o coronel teria enviado mensagens via WhatsApp para as testemunhas utilizando um número de terceiro e se apresentando como ‘Marcos João’. Nas comunicações, ele demonstrava conhecimento da investigação interna, mencionando o procedimento e os depoimentos prestados, com o intuito de influenciar o relato das militares. Ele teria afirmado que as sargentos estariam sendo utilizadas por terceiros e sugerido que reavaliassem suas posições para ‘reparar o dano’.

As mensagens também incluíam referências a familiares das militares, o que teria provocado temor e intimidação. A acusação ressalta que o potencial intimidatório foi agravado pela relação hierárquica entre o coronel e as testemunhas, mulheres que ingressaram recentemente na carreira militar. Como medidas cautelares, a Justiça Militar determinou a suspensão do porte de arma de fogo do denunciado, a proibição de contato com as vítimas e testemunhas, e o impedimento de ingresso no quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros, além de proibições de referências públicas às pessoas envolvidas.

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