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Dia Mundial do Brincar: especialistas defendem direito à infância

Dia Mundial do Brincar: especialistas defendem direito à infância

Dia Mundial do Brincar: especialistas defendem direito à infância

O brincar, direito humano garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, foi tema de reflexão durante o Dia Mundial do Brincar, comemorado em 28 de abril. A data impulsionou atividades em todo o país e destacou a importância do ato para o desenvolvimento infantil.

Sarah Menezes Rocha, pesquisadora e professora universitária especialista no tema, além de conselheira da Aliança pela Infância, ressalta que brincar é a principal forma de a criança se expressar, elaborar sentimentos e compreender o mundo. Ela enfatiza a necessidade de reservar tempo para as brincadeiras em um mundo cada vez mais dominado por telas.

Rocha define o brincar como a linguagem da infância, através da qual a criança experimenta o mundo, cria hipóteses, sente emoções e constrói vínculos. Ela desmistifica a ideia de uma idade limite para brincar, afirmando que o brincar acompanha o ser humano por toda a vida.

Segundo a especialista, o brincar é um espaço privilegiado para a formação humana, ensinando a negociar, esperar e lidar com conflitos. No contexto escolar, apesar de a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelecer o brincar como parte do currículo da educação infantil, disciplinas muitas vezes ocupam o espaço antes dedicado à brincadeira livre, que precisa ser reconhecida e valorizada.

A pressão por desempenho e a antecipação da lógica produtivista na infância têm levado a um excesso de atividades dirigidas e metas para as crianças, com pouco tempo para a experiência livre. Rocha defende um compromisso comunitário e social com o brincar, incluindo ações no ambiente escolar, familiar e políticas públicas.

Para incentivar o brincar, a especialista sugere garantir tempos menos acelerados, valorizar experiências ao ar livre, ocupar espaços seguros na cidade como praças e parques, e cobrar das autoridades a manutenção desses locais. Promover brincadeiras coletivas e incluir as crianças em decisões sobre como abrir espaço para o brincar livre são passos fundamentais para um desenvolvimento infantil saudável.

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