Diretora de 22 anos vence prêmio em Ouro Preto
O longa-metragem Irritante Prodígio, estreia da diretora Luiza Lindner, de 22 anos, conquistou o Troféu Vila Rica na mostra competitiva Arquivos em Questão da 21ª CineOP, em Minas Gerais. O documentário utiliza o próprio corpo da cineasta como arquivo de memória, explorando vivências de infância marcadas por internações hospitalares e psiquiátricas.
A comissão julgadora, composta por Anita Leandro, Gabriela Lima Gomes e João Luiz Vieira, destacou a adequação entre forma e conteúdo na obra. O evento, realizado entre os dias 25 e 30 de junho, reuniu especialistas para debater os desafios da preservação audiovisual diante do avanço das novas tecnologias e da crescente produção de imagens.
O encontro culminou na Carta de Ouro Preto, documento que defende a preservação do acervo nacional como questão de soberania. O texto exige infraestrutura para armazenamento digital, regulação do depósito legal audiovisual e diretrizes éticas para o uso de inteligência artificial, além de celebrar avanços como a criação de cursos de preservação pelo CTAv e IFRJ e a aprovação do INCT PreRes.
