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Dois Pacientes Vivem Sem HIV Após Transplante de Células-Tronco

Dois Pacientes Vivem Sem HIV Após Transplante de Células-Tronco

Dois Pacientes Vivem Sem HIV Após Transplante de Células-Tronco

Dois novos casos de remissão da infecção pelo vírus HIV foram anunciados, elevando para 13 o total de pacientes que não apresentam o vírus detectado no sangue após transplante de células-tronco. Um dos casos envolve um homem de Kansas City, nos Estados Unidos, diagnosticado aos 21 anos com HIV e leucemia mieloide aguda. O outro é o paciente de Essen, na Alemanha, que também sofria de hepatite B.

Ambos foram submetidos a transplantes de células-tronco hematopoiéticas, doadas por indivíduos com uma mutação genética que os torna resistentes ao HIV. Essa mutação, especificamente no gene CCR5 delta 32, impede que o vírus se ligue às células de defesa CD4+, que são seu alvo principal. Sem essa ligação, o HIV não consegue entrar nas células e replicar.

Com o transplante, os pacientes recebem células-tronco capazes de originar novas gerações de linfócitos CD4+ resistentes ao HIV. Após a interrupção da terapia antirretroviral para avaliar a resposta ao transplante, o vírus não foi detectado no organismo dos pacientes por 14 meses no caso de Kansas City e 12 meses no caso de Essen. Apesar de um caso de recidiva da hepatite B, os estudos consideram que houve remissão da infecção por HIV, embora não se possa garantir a cura definitiva.

Wissam El Atrouni, um dos responsáveis pela pesquisa com o paciente de Kansas City, ressalta a importância do acompanhamento contínuo e a necessidade de testes mensais. O primeiro paciente considerado livre do HIV, Timothy Ray Brown, conhecido como “paciente de Berlim”, passou por um transplante semelhante em 2007 e viveu sem o vírus até 2020, quando faleceu devido à leucemia que motivou seu tratamento.

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