Dólar sobe e bolsa cai sob expectativa de juros
O dólar comercial encerrou o primeiro pregão de julho com alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209, atingindo máxima de R$ 5,219 durante o dia. Este é o maior nível da moeda norte-americana desde 30 de março, embora no acumulado do ano ainda apresente queda de 5,08%.
A valorização foi impulsionada principalmente por fatores externos, com investidores cautelosos quanto à possibilidade de o Federal Reserve (Fed) manter juros elevados nos Estados Unidos. A criação de 98 mil empregos no setor privado norte-americano em junho e a expectativa pelo relatório oficial de emprego, o payroll, reforçaram o cenário de aversão ao risco, reduzindo o fluxo de recursos para mercados emergentes.
No cenário doméstico, o Ibovespa recuou 0,20%, fechando aos 171.688 pontos. Além da influência externa, o mercado monitorou pesquisas eleitorais e a saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher. O fluxo cambial brasileiro registrou saldo positivo de US$ 7,168 bilhões até 26 de junho, enquanto o investimento externo na B3 manteve saldo negativo de R$ 8,7 bilhões em junho.
