Dólar sobe para R$ 4,92; Ibovespa supera 187 mil pontos
O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 4,921, registrando uma leve alta de R$ 0,009 (0,17%), influenciado pela intervenção do Banco Central (BC). Apesar de ter atingido R$ 4,93 na máxima do dia, a moeda americana recuou no período da tarde, acompanhando a melhora no cenário externo e o aumento do apetite global por risco.
Apesar da desvalorização frente a outras moedas internacionais, o câmbio no Brasil foi impactado por fatores domésticos. O BC realizou uma intervenção ao vender US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, uma operação que equivale à compra de dólares no mercado futuro e tende a impulsionar a cotação da moeda americana para cima. Analistas apontam que a atuação do BC buscou reduzir o estoque de swaps tradicionais.
A queda acentuada nos preços do petróleo, que recuaram cerca de 7% no mercado internacional, também influenciou o desempenho do real. O barril do tipo Brent caiu 7,83% para US$ 101,27, e o WTI (Texas) recuou 7,03% para US$ 95,08. Essa desvalorização da commodity, importante para a balança comercial brasileira, afetou o desempenho recente da moeda nacional.
Na bolsa de valores, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva, impulsionado pelo cenário externo positivo e fechou aos 187.690 pontos, com avanço de 0,50%. O volume financeiro negociado foi de R$ 29,2 bilhões. O desempenho foi liderado por ações de mineradoras e empresas de consumo, enquanto o setor de petróleo sofreu com a queda da commodity, com as ações da Petrobras caindo 3,77% (ordinárias) e 2,86% (preferenciais).
O cenário internacional foi marcado por ganhos nas bolsas de Nova York, com o S&P 500 e o Nasdaq atingindo novos recordes, indicando um ambiente favorável a ativos de risco. A queda do petróleo foi atribuída à diminuição das tensões no Oriente Médio, com o Irã indicando que o Estreito de Ormuz está aberto, e avanços nas negociações entre EUA e o país, reduzindo o prêmio de risco da commodity.
