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Economista Eduardo Giannetti critica crise na hiperglobalização

Economista Eduardo Giannetti critica crise na hiperglobalização

Economista Eduardo Giannetti critica crise na hiperglobalização

A instabilidade em rotas comerciais, como o Estreito de Ormuz, e a guerra tarifária liderada pelos Estados Unidos são indicativos do fim de uma ordem econômica global, segundo o economista Eduardo Giannetti. Em entrevista, o especialista analisou um cenário internacional marcado por crises e conflitos.

Giannetti destacou que consultorias internacionais apontam que, para 180 produtos essenciais nas cadeias produtivas globais, existem apenas dois ou três fornecedores. Como exemplo, citou que Taiwan é responsável por 90% da produção dos chips mais avançados, o que impulsiona uma busca por diversificação e segurança.

O economista relaciona o declínio da hiperglobalização a eventos como a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, ressaltando a financeirização predominante no período. Ele comparou a proporção de ativos financeiros em relação ao PIB, que passou de aproximadamente 1 para 1 antes da hiperglobalização para 9 a 12 para 1 atualmente.

A ascensão da extrema direita em muitos países, comparada aos anos 1930, é vista por Giannetti como um reflexo do ressentimento da classe trabalhadora e média ocidental, decorrente da perda de segurança e poder de barganha, agravada pela entrada de centenas de milhares de trabalhadores asiáticos no mercado global.

Com o fim da hiperglobalização, o Brasil teria uma oportunidade histórica de se reavaliar e reposicionar economicamente. Giannetti enfatizou que o país possui recursos naturais, minerais e ambientais que serão cruciais no cenário global, permitindo negociar melhores termos em vez de apenas exportar bens primários.

Além da crise na hiperglobalização, Giannetti alertou para uma crise civilizatória, com as mudanças climáticas sendo a maior ameaça do século XXI. Ele ressaltou a urgência em agir, seja pela via preventiva para minimizar custos, ou pela “via dolorosa”, com o agravamento da situação e custos muito maiores.

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