Enviado de Trump sugere que Itália substitua Irã na Copa
O ítalo-americano Paolo Zampolli, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter sugerido que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano. A declaração foi feita em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, publicada nesta quinta-feira (23).
Zampolli, nascido em Milão e residente nos Estados Unidos desde os anos 1990, informou que a sugestão foi encaminhada ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino. A Itália não se classificou para o Mundial, sendo eliminada pela Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, na repescagem das eliminatólias europeias. A Fifa não se pronunciou sobre o assunto.
Anteriormente, Zampolli declarou ao jornal Financial Times que seria um “sonho” ver a seleção italiana disputar a Copa, que ocorrerá em Estados Unidos, México e Canadá. Ele argumentou que os quatro títulos mundiais da Itália (1934, 1938, 1982 e 2006) justificariam sua inclusão.
A proposta, no entanto, não foi bem recebida por autoridades italianas. O ministro do Esporte e da Juventude, Andrea Abodi, classificou a fala de Zampolli como “inoportuna”. O presidente do Comitê Olímpico da Itália, Luciano Buonfiglio, considerou que seria uma “ofensa” à Itália participar da Copa sem ter conquistado a vaga em campo.
A participação do Irã no Mundial estava em xeque devido à guerra com os Estados Unidos. A seleção iraniana tem jogos agendados nos Estados Unidos, com estreia contra a Nova Zelândia em 15 de junho, seguida por partidas contra a Bélgica e o Egito. Uma proposta do México para sediar os jogos do Irã não foi aceita pela Fifa.
De acordo com o Corriere della Sera, a ideia de Zampolli transcende o esporte, visando também reaproximar Trump do eleitorado ítalo-americano e restabelecer relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após desentendimentos envolvendo o Papa Leão XIV.
