Estados Unidos impõem novas sanções econômicas contra Cuba
O governo dos Estados Unidos intensificou a pressão econômica sobre Cuba ao sancionar o conglomerado estatal Gaesa, administrado pelas Forças Armadas, e a joint venture Moa Nickel (MNSA), uma parceria entre a Companhia Geral de Níquel de Cuba e a empresa canadense Sherritt International. Como reflexo direto da medida, a corporação canadense anunciou a suspensão imediata de suas atividades na ilha, comunicando o encerramento do contrato aos seus parceiros cubanos.
A Casa Branca também aplicou sanções contra Ania Guillermina Lastres Morera, presidente da Gaesa, general de brigada, economista e deputada da Assembleia Nacional desde 2018. Washington justifica as medidas como uma estratégia de segurança nacional sob a administração de Donald Trump, enquanto o governo de Miguel Díaz-Canel denuncia que tais ações agravam a crise de combustíveis, energia e alimentos que afeta a população cubana, cujas dificuldades se arrastam há 66 anos devido ao embargo.
Especialistas como a historiadora Caridade Massón Sena alertam que o isolamento econômico visa desestabilizar o sistema político do país, classificando as alegações de ameaça à segurança dos EUA como infundadas. Enquanto o secretário de Estado Marco Rubio defende o cerco como uma resposta a ameaças materiais, a comunidade internacional, incluindo o Brasil, majoritariamente reprova as medidas coercitivas unilaterais que violam o direito internacional por não possuírem aval do Conselho de Segurança da ONU.
