Estudantes brasileiras criam retardante ecológico contra incêndios florestais
Estudantes de biotecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Mariah Fraulo Cavalcante e Taciane Beatriz Ferreira, desenvolveram o BIODEFENSER, um retardante de chamas inovador e ecologicamente sustentável. O projeto, que visa combater incêndios florestais sem agredir o meio ambiente, é a única iniciativa brasileira classificada entre as 90 equipes que competem no Hult Prize 2026, a maior competição de empreendedorismo estudantil do mundo.
Iniciado em 2024 durante o Health Innovation PUC-PR, o projeto recebeu apoio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) sob orientação do professor Luiz Fernando Bianchini. Com um investimento inicial de R$ 10 mil proveniente do Programa Institucional de Bolsas de Empreendedorismo e Pesquisa (PIBEP), a equipe busca agora o prêmio de US$ 1 milhão da competição global para escalar a produção de sua formulação biológica, que também atua como fertilizante para o solo.
O produto, atualmente em fase de finalização de testes laboratoriais e com pedido de patente em andamento, demonstrou eficácia no combate às chamas em ambiente controlado. A estratégia das estudantes inclui a validação de laudos técnicos junto à Embrapa e ao Ibama, além da possível criação de uma spin-off ou licenciamento da tecnologia. O avanço é estratégico, visto que o mundo registrou a queima de 150 milhões de hectares de vegetação nos primeiros meses de 2026.
