EUA e Irã intensificam conflito militar no Oriente Médio
Os Estados Unidos lançaram seu segundo ataque contra o Irã em um intervalo de três dias na madrugada desta quinta-feira (28). Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter alvejado uma base militar americana às 4h50, alegando que o local serviu de ponto de partida para a ofensiva contra Bandar Abbas. O Comando Central dos EUA justificou a ação afirmando ter abatido cinco drones iranianos e impedido o lançamento de um sexto, sob a justificativa de neutralizar uma ameaça próxima ao Estreito de Ormuz.
Embora o Irã não tenha especificado o local da base atingida, o Kuwait confirmou a interceptação de drones e mísseis em seu espaço aéreo, episódio que gerou condenações da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos. O cenário de tensão agrava o frágil cessar-fogo entre Teerã e Washington, enquanto Israel mantém bombardeios no Líbano. Desde o início da atual fase do conflito em 2 de março, o Ministério da Saúde do Líbano contabiliza 3,2 mil mortos e 9,7 mil feridos.
As negociações permanecem estagnadas, com Teerã exigindo a remoção de sanções, o desbloqueio de recursos e a retirada de bases militares estrangeiras, enquanto Washington demanda acesso ao urânio e ao Estreito de Ormuz. Ibrahim Azizi, chefe da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, reforçou que o país não recuará de suas linhas vermelhas. Analistas sugerem que as justificativas ligadas ao programa nuclear seriam pretextos para a desestabilização da República Islâmica, visando projetar a influência de Israel e conter a expansão econômica da China.
