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Fachin aguarda pronunciamentos de ministros para definir rumos de crise interna no STF

Fachin aguarda pronunciamentos de ministros para definir rumos de crise interna no STF

Fachin aguarda pronunciamentos de ministros para definir rumos de crise interna no STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), está aguardando as manifestações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, ambos da Corte, para deliberar sobre a possibilidade de levar a crise interna a julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada. A crise atingiu um ponto crítico na última semana com a divulgação recíproca de relatórios e pedidos mútuos de investigação.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento o relatório da Polícia Federal que aponta uma relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, suspeito de fraudes financeiras e corrupção. Mendonça aguardará até a próxima sexta-feira (11), prazo final de cinco dias, para que Moraes e Mendonça apresentem suas manifestações antes de tomar uma decisão.

Como alternativa, Fachin pode convocar uma reunião reservada com todos os ministros para decidir coletivamente como gerenciar a crise. Essa abordagem foi utilizada em fevereiro deste ano, quando um caso envolvendo supostas ligações de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli resultou na transferência da relatoria do caso Master de Toffoli para Mendonça. Fachin concentrou os documentos e pedidos em um processo sob sua relatoria, com a possibilidade, embora improvável, de decidir monocraticamente sobre o arquivamento ou abertura de investigações contra colegas.

O processo inclui um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para anular o relatório da PF liberado por Mendonça, argumentando que apenas o plenário do Supremo pode autorizar investigações contra seus membros. Contudo, o próprio Gonet é citado no relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro. Alexandre de Moraes solicitou, por sua vez, que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, apresentando um relatório de inteligência da PF que sugere que Mendonça poderia manipular investigações para atingir desafetos políticos, embora o documento não seja assinado e contenha advertências sobre a natureza conjectural das informações.

O Regimento Interno do Supremo estabelece que a competência para processar e julgar membros da Corte é exclusiva do plenário, porém não detalha os procedimentos específicos a serem adotados em situações como a atual.

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