Fim da taxa sobre compras internacionais de baixo valor
A decisão do governo federal de revogar a tributação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como taxa das blusinhas, foi recebida positivamente pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec). Segundo a entidade, a medida corrige uma política que não cumpriu seus objetivos iniciais de estimular a indústria nacional ou ampliar a geração de emprego e renda.
André Porto, diretor-executivo da Amobitec, afirmou que a taxação resultou em aumento de preços para o consumidor final, sem oferecer contrapartidas reais ao setor produtivo. Estudos da Global Intelligence Analytics, encomendados pela associação e baseados em dados de órgãos como a Receita Federal e a PNAD, indicam que os benefícios da tarifa foram absorvidos pelo varejo nacional, enquanto o poder de compra das classes de menor renda foi reduzido.
Enquanto a Amobitec defende o retorno ao modelo anterior como uma prática mais alinhada ao cenário global, entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), a Abit e a Abvtex expressaram preocupação. Essas organizações argumentam que a revogação gera uma desigualdade tributária que prejudica a competitividade das empresas brasileiras frente às plataformas internacionais.


