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Fissura labiopalatina exige políticas públicas e tratamento especializado

Fissura labiopalatina exige políticas públicas e tratamento especializado

Fissura labiopalatina exige políticas públicas e tratamento especializado

Com cerca de 5 mil novos casos anuais no Brasil, a fissura labiopalatina representa uma das malformações craniofaciais mais recorrentes, afetando um a cada 650 nascimentos. O Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, celebrado em 24 de junho, destaca a necessidade urgente de suporte multidisciplinar, data que homenageia a fundação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, o Centrinho, em Bauru.

O cirurgião craniofacial Cristiano Tonello aponta que, embora não haja uma causa única estabelecida, a condição exige reabilitação de longo prazo, envolvendo cirurgias, fonoaudiologia, odontologia e suporte psicológico. O Centrinho, referência global, atende mais de 100 mil pacientes, porém o acesso ao tratamento ainda enfrenta disparidades regionais, sendo limitado em estados das regiões Norte e Nordeste.

O advogado Thyago Cézar, ex-paciente do Centrinho com 40 anos de idade, lidera uma luta política para equiparar pessoas com fissura labiopalatina a pessoas com deficiência. Seu projeto de lei, já aprovado em dez estados brasileiros, busca garantir direitos fundamentais. Thyago enfatiza que o poder público deve investir na capacitação de profissionais de saúde para diagnósticos precoces e assegurar recursos para o transporte e a manutenção da assistência aos pacientes.

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