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Galípolo critica pressão de instituições sobre o FGC

Galípolo critica pressão de instituições sobre o FGC

Galípolo critica pressão de instituições sobre o FGC

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou críticas à pressão exercida por instituições não bancárias para acessar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) durante operações de captação de varejo. Segundo o dirigente, empresas de pequeno e médio porte buscam autorização para operar com garantias similares às dos bancos, mesmo sem possuir os ativos necessários para sustentar tal modelo de risco.

Galípolo alertou que essas intermediárias competem no mercado utilizando regras mais flexíveis em relação a prazos e garantias, o que pode comprometer a estabilidade do sistema. Durante a celebração dos 30 anos do FGC, criado em 16 de novembro de 1995, o presidente do BC enfatizou que a função do fundo é essencial para prevenir corridas bancárias e garantir que, diante de crises ou inadimplências, o sistema permaneça sólido e confiável para os investidores.

O FGC, que teve papel determinante em crises históricas, enfrenta desafios recentes após o caso do Banco Master, que exigiu o desembolso de R$ 40,6 bilhões para cobrir cerca de 1,6 milhão de credores. Em resposta, o fundo aprovou um aumento de até 60% nas contribuições adicionais das instituições associadas para recompor seu caixa e manter a proteção de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, respeitando o teto global de R$ 1 milhão por período de quatro anos.

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