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Galípolo e presidente do BRB se reúnem em meio a socorro financeiro

Galípolo e presidente do BRB se reúnem em meio a socorro financeiro

Galípolo e presidente do BRB se reúnem em meio a socorro financeiro

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reuniu-se com o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, em um encontro a portas fechadas. A reunião, que ocorreu entre 15h30 e 16h30, também contou com a participação do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e da diretora de Controle e Riscos do BRB, Ana Paula Teixeira de Sousa.

Segundo a agenda oficial de Galípolo, o encontro abordou “assuntos institucionais”. O BRB não divulgou comunicados após a reunião. A presença da diretora de Controle e Riscos do BRB se deu em um contexto de espera pela conclusão de etapas para a viabilização de um pacote de socorro financeiro de R$ 6,6 bilhões, destinado a cobrir perdas com o Banco Master.

O Governo do Distrito Federal (GDF), controlador do BRB, firmou um acordo homologado pelo STF para o resgate de R$ 6,6 bilhões. O GDF ainda deverá aportar R$ 2,2 bilhões de recursos próprios. A operação depende da assinatura de contratos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), formalização de contragarantias à União e conclusão de auditorias financeiras.

As negociações para a liberação do empréstimo enfrentam dificuldades, com bancos privados exigindo garantias da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Além da demora no empréstimo, o BRB tem enfrentado problemas de liquidez, tendo cancelado um acordo de R$ 15 bilhões com a gestora Quadra Capital, que visava a troca de ativos pouco líquidos por ativos de maior liquidez.

A divulgação das demonstrações financeiras do BRB referentes a 2025 é outro fator de espera, sendo uma exigência para a efetivação do socorro financeiro, junto com a conclusão das auditorias independentes. Enquanto isso, o BRB enfrenta sanções do Banco Central, incluindo multas. Recentemente, a governadora do DF, Celina Leão, já havia se reunido com Galípolo e Souza para tratar do assunto.

Em entrevista à Rádio Jornal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o patrimônio do BRB foi comprometido por operações com ativos do Banco Master, resultando em perdas bilionárias. Durigan exemplificou a situação ao dizer que o banco “basicamente passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo, papel que não valia nada”.

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