Greve na Samsung provoca queda nas ações coreanas
O sindicato dos funcionários da Samsung na Coreia do Sul anunciou uma greve de 18 dias após falhas nas negociações salariais. O impasse, que impactou o mercado financeiro, resultou em uma queda de 9,3% nas ações da companhia nesta sexta-feira (15).
A principal exigência dos trabalhadores é a destinação de 15% do lucro operacional anual para bônus. A reivindicação ganhou força após a Samsung projetar lucros recordes de 57,2 trilhões de won para o primeiro trimestre de 2026. A paralisação, prevista para começar no dia 21, deve envolver cerca de 50 mil funcionários e gera preocupações sobre a produção global de chips de memória.
Embora a Comissão Trabalhista tenha solicitado uma nova rodada de negociações, o sindicato manteve a greve diante da ausência de uma proposta satisfatória. Autoridades como o premiê Kim Min-Seok, o ministro das Finanças Koo Yun-cheol e o ministro da Indústria Kim Jung-Kwan alertaram para os potenciais danos econômicos causados pela interrupção das atividades da big tech.
