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Impactos sociais e ambientais da Hidrelétrica Belo Monte

Impactos sociais e ambientais da Hidrelétrica Belo Monte

Impactos sociais e ambientais da Hidrelétrica Belo Monte

Dez anos após a inauguração oficial da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, comunidades locais seguem enfrentando graves consequências sociais e ambientais. Para moradores como Élio Alves da Silva, de 70 anos, a construção da hidrelétrica marcou o fim de um modo de vida baseado na pesca artesanal e a desestruturação de sua comunidade original em Vitória do Xingu.

O projeto, que prevê o desvio de 80% do fluxo do Rio Xingu em um trecho de 130 quilômetros, provocou o desaparecimento de diversas espécies de peixes e o deslocamento forçado de 67 famílias. Relatos indicam que, apesar das promessas de reassentamento coletivo, muitos moradores foram realocados de forma isolada, perdendo sua base de renda e segurança alimentar, sem receber a assistência financeira ou produtiva prometida.

Em manifestação sobre a data, organizações como a Aida, Cimi e Coiab apontaram que secas extremas na Amazônia têm agravado as violações contra populações ribeirinhas e indígenas. Enquanto a concessionária Norte Energia afirma que a usina atende cerca de 5% da demanda nacional de energia e realizou investimentos de R$ 8 bilhões em licenciamento, as comunidades locais classificam as ações de reparação como insuficientes e desvinculadas da realidade de subsistência que possuíam antes da obra.

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