Investigação aponta falhas sistêmicas na queda da Voepass
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que a queda do turboélice ATR da Voepass, ocorrida em 9 de agosto de 2024 em Vinhedo (SP), foi agravada por uma cultura organizacional que negligenciava o relato de falhas técnicas. O acidente resultou na morte de 62 pessoas, incluindo 4 tripulantes.
As investigações revelaram que, embora o sistema da aeronave tenha emitido alertas sobre acúmulo de gelo e perda de velocidade, os registros de bordo omitiam os problemas. Além da falha em seguir protocolos de degelo, o Cenipa identificou fragilidades graves na manutenção, incluindo a prática de intercambiar componentes defeituosos entre diferentes aviões da frota.
O Tenente-Coronel Fróes e o Brigadeiro do Ar Avellar destacaram que o excesso de informações no painel, combinado com a demora na liberação para pouso, sobrecarregou a tripulação. Com a falha no sistema de degelo e o descumprimento de normas técnicas, a aeronave perdeu sustentação, entrando em rotação em parafuso antes de colidir contra o solo.

