Investigações revelam espionagem paralela de Daniel Vorcaro
Um relatório da Polícia Federal, enviado ao ministro do STF André Mendonça, detalha que o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantinha uma estrutura paralela denominada ‘A Turma’. O grupo era responsável por acessos clandestinos a dados sigilosos do MPF, da PF e até de organismos internacionais como a Interpol, custando cerca de R$ 1 milhão mensais ao banqueiro.
O integrante Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, era o encarregado de realizar as buscas ilegais. Utilizando logins de terceiros, ele obteve informações de 15 procedimentos envolvendo Vorcaro, muitos deles sigilosos, além de monitorar inquéritos relacionados ao Banco de Brasília (BRB). A rede contava com a colaboração do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que facilitava o acesso a sistemas como o ePol.
Além do monitoramento de investigações, o grupo é acusado de atuar com milícia e coerção privada sob ordens de Vorcaro. O esquema foi revelado no âmbito da Operação Compliance Zero, que culminou na prisão do banqueiro e na liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Sicário, após ser preso, faleceu em março de 2026, enquanto as autoridades continuam a apurar a extensão do alcance da espionagem e as tentativas de obstrução à justiça.

