Irã defende Ormuz como linha vermelha contra ameaças dos EUA
O Irã declarou o Estreito de Ormuz como uma “linha vermelha” inviolável, advertindo que, se o presidente dos EUA, Donald Trump, executar sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo. Essa declaração surge após os EUA intensificarem ataques e restabelecerem um bloqueio naval aos portos iranianos, com o objetivo declarado de reabrir o estreito, fechado pelo Irã no sábado anterior.
O principal negociador de Teerã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Irã está em uma “guerra essencial e existencial contra os Estados Unidos”. O porta-voz do Exército iraniano, general Mohammad Akraminia, reiterou que o Estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás antes do conflito, é uma “linha vermelha” para o Irã, sobre a qual o país exerce controle firme e que não depende de “costas e ilhas” para sua vigilância.
Autoridades americanas informaram que os ataques visam forçar a abertura do estreito e destruir capacidades militares iranianas. O Exército iraniano declarou que resistirá “até o fim” e neutralizará as “intervenções americanas na região”. A reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o Irã, só ocorreria com o cumprimento do memorando de entendimento de 14 pontos assinado em junho e a implementação das “normas iranianas” de tráfego marítimo. Trump havia ameaçado atacar infraestruturas iranianas caso negociações não fossem retomadas. O Irã alertou também que mirou bases americanas no Kuweit e na Jordânia, sinalizando que vizinhos que permitirem ataques contra o Irã não ficariam sem resposta.
