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Josef Hügi: Maior artilheiro suíço em Copas do Mundo

Josef Hügi: Maior artilheiro suíço em Copas do Mundo

Josef Hügi: Maior artilheiro suíço em Copas do Mundo

O recorde de maior artilheiro da Suíça na história das Copas do Mundo pertence a Josef “Sepp” Hügi. O feito foi alcançado durante o Mundial de 1954, realizado em território suíço, onde Hügi marcou 6 gols. Desde então, nenhum outro jogador suíço conseguiu superar essa marca em edições de Copas.

O aspecto mais notável da conquista de Hügi é a concentração dos gols em um curto período. Ele anotou todos os seus 6 tentos em apenas três partidas, aproveitando o formato ofensivo da época e o benefício de jogar em casa. Mesmo com a evolução do futebol suíço e participações frequentes em fases de mata-mata, nenhum jogador moderno conseguiu igualar ou ultrapassar o desempenho de Hügi.

A Suíça acumula pouco mais de 50 gols em Copas do Mundo, com campanhas historicamente marcadas pela organização defensiva. O fato de um único jogador ter concentrado 6 gols em um único torneio demonstra a importância de Hügi nas estatísticas gerais do país. Ele se destacou entre os principais artilheiros daquela edição específica, dividindo protagonismo com lendas da época.

Embora a geração recente da Suíça tenha elevado o nível competitivo, eliminando favoritos e formando craques como Xherdan Shaqiri e Granit Xhaka, a liderança na artilharia histórica em Copas permanece com o ídolo do Basel. Shaqiri chegou perto, com 5 gols ao longo de três Mundiais, mas encerrou sua carreira pela seleção sem igualar o recorde de Hügi.

Josef Hügi construiu sua artilharia em um contexto de jogo muito mais aberto. Na década de 1950, sistemas táticos menos rígidos e condições de gramado favoreciam partidas com mais gols. A Copa de 1954 foi marcada por uma alta média de gols, e Hügi soube aproveitar a vocação ofensiva da equipe anfitriã para registrar números históricos.

Ídolo do FC Basel, Hügi era uma das principais referências de ataque da seleção. Sua contagem começou na estreia contra a Itália, com o gol da vitória por 2 a 1. Em um jogo extra contra os italianos, pela fase de grupos, ele marcou mais dois gols, totalizando três tentos rapidamente.

A consolidação do recorde ocorreu nas quartas de final, na “Batalha de Lausanne”. Apesar da derrota por 7 a 5 para a Áustria em um dos jogos mais gols da história das Copas, Hügi marcou um hat-trick, elevando seu total para 6 gols na competição. Sua média foi de 2 gols por partida, uma taxa altíssima que o colocou entre os grandes goleadores e garantiu o posto de maior artilheiro suíço em Copas.

Abaixo de Josef Hügi, o ranking de artilheiros suíços em Copas do Mundo mescla figuras históricas de diferentes eras. A era moderna, que recolocou a Suíça em destaque no cenário europeu, começa a ocupar espaço na lista, mas sem superar as marcas construídas entre as décadas de 1930 e 1950.

Por anos, o recorde de Hügi esteve sob ameaça teórica de Xherdan Shaqiri, que se tornou o grande jogador suíço em Copas, com cinco gols em três edições. No entanto, após a Euro 2024, Shaqiri anunciou sua aposentadoria da seleção, encerrando a possibilidade de igualar a marca de 1954.

Com a saída de Shaqiri, o nome mais promissor para subir no ranking é o centroavante Breel Embolo. Ele marcou dois gols na Copa do Mundo de 2022, contra Camarões e Sérvia. Esses tentos o colocam em posição de crescimento, mas ainda distante do topo da artilharia histórica.

Para ameaçar o recorde de Hügi, Embolo precisaria de mais participações em Mundiais e um desempenho goleador excepcional. Embora a Suíça tenha se consolidado em oitavas e quartas de final, nunca produziu uma campanha ofensiva tão avassaladora quanto a de 1954, o que explica a longevidade do recorde de Hügi.

Esse descompasso entre regularidade competitiva e explosão ofensiva mantém a marca de Hügi firme. Em um país conhecido pela organização tática e disciplina defensiva, um recorde construído em jogos de placares improváveis se destaca como um ponto fora da curva. Enquanto novas gerações não replicam um desempenho tão letal, o atacante do Basel segue isolado no topo, um lembrete de campanhas individuais extraordinárias no futebol suíço.

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