Justiça do Rio anula inquérito contra vereador Salvino Oliveira
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento do inquérito policial que investigava o vereador Salvino Oliveira Barbosa (PSD), ex-secretário municipal da Juventude na gestão de Eduardo Paes. O magistrado Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, criticou duramente a condução das investigações pela Polícia Civil e ordenou o arquivamento das diligências.
Salvino, que foi preso em 11 de março por suspeita de ligação com o Comando Vermelho e solto dois dias depois, teve seu nome citado em conversas de WhatsApp com o líder criminoso Edgar Alves de Andrade, o Doca. O juiz afirmou que, além dessa menção, não existem provas concretas de crimes e apontou a prática ilegal de fishing expedition, que consiste na busca indiscriminada por indícios para justificar uma investigação sem causa provável.
A decisão judicial também apontou irregularidades como o uso de condução coercitiva contra pessoas próximas ao vereador e interrogatórios sem a presença de advogados. Sobre o depósito de R$ 100 mil questionado pela polícia, o vereador comprovou tratar-se de um prêmio da ONU. Em resposta, a Polícia Civil declarou que sua atuação foi técnica, dentro dos limites da legalidade e validada pelo Ministério Público à época dos fatos.
