Justiça israelense mantém prisão de ativista brasileiro Thiago Ávila
O Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, prorrogou até o próximo domingo (10) a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila. A decisão foi proferida pelo juiz Yaniv Ben-Haroush, mantendo o brasileiro sob custódia após sua interceptação durante uma missão humanitária da Global Sumud Flotilla.
Ávila e o palestino-espanhol Saif Abukeshek foram capturados em águas internacionais, próximo à ilha grega de Creta, no dia 30 de abril, enquanto transportavam itens básicos para a população de Gaza. A defesa, composta pelas advogadas Hadeel Abu Salih e Lubna Tuma, da organização Adalah, denuncia a falta de acesso a provas sigilosas e argumenta que a legislação israelense é inaplicável ao caso, visto que os detidos não são cidadãos de Israel e a interceptação ocorreu a mais de 1 mil quilômetros de Gaza.
O Ministério Público de Israel aponta suspeitas de auxílio ao inimigo e ligação com organizações terroristas, acusações refutadas pela defesa e pelo movimento Global Sumud Flotilla. Enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Israel sustenta a legalidade das ações por razões de segurança nacional, advogados afirmam que os ativistas seguem sem acusação formal, sendo submetidos a interrogatórios conduzidos pelas agências de inteligência Shabak e Mossad.
