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Militarização e crise política no Equador atual

Militarização e crise política no Equador atual

Militarização e crise política no Equador atual

O Equador aprofunda a militarização da segurança pública em meio a um estado de exceção que suspende garantias constitucionais, como a inviolabilidade do domicílio. O governo de Daniel Noboa concedeu imunidade penal a militares, civis e estrangeiros envolvidos em ações repressivas, em uma estratégia que especialistas apontam como autoritária e voltada para interesses geopolíticos dos EUA.

Em paralelo à crise de segurança, o cenário político enfrenta instabilidade com a suspensão do registro eleitoral do partido Revolução Cidadã, do ex-presidente Rafael Correa. Movimentos sociais denunciam perseguição a opositores, incluindo o congelamento de contas bancárias de lideranças pelo governo e prisões de figuras como o prefeito de Guayaquil, Aquiles Álvarez. A ativista Monika Silva Koniuszek foi encontrada morta em junho, levantando graves suspeitas sobre o ambiente de ameaças a críticos do poder.

Dados do Observatório Equatoriano do Crime Organizado indicam que a agenda de militarização não conteve a criminalidade, com o número de homicídios saltando de 996 em 2018 para 9.216 em 2025. Apesar da estratégia inspirada em Nayib Bukele e da cooperação militar firmada recentemente com os EUA e Israel, organizações como a ACLED apontam o crescimento de facções criminosas ativas no território equatoriano.

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