Minas Gerais registra primeira morte por hantavírus em 2026
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou o primeiro óbito por hantavírus no estado em 2026. O paciente, um homem de 46 anos morador de Carmo do Paranaíba, apresentou histórico de contato com roedores silvestres em uma área de lavoura. A pasta esclareceu que o caso, notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias, não possui relação com o surto ocorrido em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico.
A Secretaria reforçou que a cepa identificada no Brasil não é transmitida entre pessoas. Em nota oficial, o órgão corrigiu registros divergentes no Ministério da Saúde, enfatizando que apenas um caso foi validado no período. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que, em 2025, o estado registrou quatro casos e dois óbitos, enquanto em 2024 foram sete casos confirmados e quatro mortes.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar. A transmissão ocorre pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores infectados, sendo comum em atividades rurais. Não existe tratamento específico, baseando-se o cuidado em suporte clínico. Autoridades recomendam a ventilação rigorosa de locais fechados, como depósitos e galpões, como medida preventiva essencial.
