Ministro Durigan aponta juros altos como causa da dívida
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, atribuiu o aumento da dívida brasileira não ao crescimento dos gastos públicos, mas sim às altas taxas de juros cobradas no país. Segundo Durigan, essa situação se deve à necessidade de o governo quitar dívidas antigas com a emissão de novos títulos, o que resulta em um maior desembolso com juros.
Em entrevista à Globonews, o ministro reconheceu a relação entre a questão fiscal e os juros, mas ressaltou a influência de outros fatores determinantes nas elevadas taxas praticadas no Brasil. Questionado sobre a contribuição dos gastos governamentais para o cenário de juros altos, Durigan assegurou que “o governo não está gastando mais do que arrecada”.
Durigan complementou sua explicação, afirmando: “O que acontece é que estamos pagando dívidas antigas com títulos novos. É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos”. Dados do Tesouro Nacional divulgados em julho indicaram que a emissão expressiva de títulos atrelados à Taxa Selic elevou a Dívida Pública Federal (DPF) em junho, superando os R$ 9,2 trilhões. O ministro reiterou que os juros elevados são o principal responsável pelo endividamento público, mas destacou que o país apresenta bons indicadores econômicos, com inflação histórica baixa e avaliações internacionais de risco em ascensão.

