Operação Vérnix investiga lavagem de dinheiro envolvendo Deolane Bezerra
A Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, teve origem em bilhetes apreendidos em 2019 em um presídio de Presidente Venceslau, contendo ordens internas do PCC. Embora o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra não constasse nos documentos, a investigação revelou que ela recebia valores de uma transportadora criada pela facção para realizar a lavagem de dinheiro, utilizando contas em seu nome para ocultar a origem dos recursos.
Entre os alvos da operação estão figuras centrais do PCC, como Marco Herbas Camacho, o Marcola, seu irmão Alejandro Camacho, além de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Com a emissão de seis mandados de prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, a apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis. Os investigados estão incluídos na Lista Vermelha da Interpol, com buscas internacionais em curso na Espanha e na Bolívia.
O promotor Lincoln Gakiya, do GAECO, destacou a continuidade das ordens emitidas pelos líderes do PCC mesmo no cárcere. Segundo o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, a influenciadora atuava como uma espécie de caixa do crime organizado, utilizando sua influência para misturar valores ilícitos a atividades legais. A prisão de Deolane Bezerra busca ter um efeito pedagógico e de inibição contra o uso de figuras públicas para a movimentação financeira de organizações criminosas.

