Pesquisadores defendem integração de florestas em cidades modernas
A integração de elementos florestais ao urbanismo contemporâneo é a nova fronteira para cidades inteligentes. Durante a 3ª edição do Seminário Internacional Transmutar, realizado no Instituto Inhotim, o neurobiólogo italiano Stefano Mancuso apresentou o conceito de fitópolis. A proposta defende que as cidades funcionem como organismos resilientes, capazes de adaptação climática por meio de uma relação orgânica entre tecnologia e natureza.
Mancuso, fundador do Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal da Universidade de Florença, sugere que as cidades ideais possuam 60% de cobertura vegetal e redes de transporte eficientes sem veículos de combustão. Segundo o especialista, a redução de 20% do asfalto em favor de áreas arborizadas é uma medida estratégica para mitigar o aquecimento global e restaurar o equilíbrio entre humanos e plantas.
O debate também incluiu perspectivas de especialistas como o ecólogo Fabio Scarano e o arqueólogo Eduardo Góes Neves, que relembrou o urbanismo indígena na Amazônia, onde a natureza não era excluída. O evento, que celebrou a 22ª Semana do Meio Ambiente no Inhotim, contou com a participação de figuras como Joana Maria e Ana Ochoa Acosta, discutindo a confluência entre modos de vida ancestrais e o desenvolvimento tecnológico moderno em uma estrutura que preserva mais de 1 mil espécies de plantas.
