Pessoas trans celebram inclusão em projeto de futebol
O educador físico Loeh da Silva Araújo, de 32 anos, fundou o projeto Instituto Menines Bons de Bola no Distrito Federal para combater a exclusão enfrentada por pessoas trans no esporte. A iniciativa, que já conta com 150 inscritos, promove encontros semanais às quintas e domingos, oferecendo um espaço seguro de socialização, cuidado com a saúde mental e prática esportiva, longe das hostilidades frequentemente vivenciadas pelo público trans em ambientes tradicionais.
O projeto ganha destaque pela importância do acolhimento, visto que muitos participantes relatam traumas de aulas de educação física escolares, marcadas por bullying e violência. Para os atletas, como a lojista Mayura Kali, de 24 anos, e a artesã e bartender Lilith Lunar, de 25 anos, o futebol atua como um refúgio necessário. O ambiente, que proíbe piadas e apelidos não autorizados, permite que os participantes estabeleçam diálogos terapêuticos e construam redes de apoio fundamentais para o cotidiano.
Durante as celebrações do Dia do Orgulho LGBTQIA+, o projeto reforçou a importância da representatividade. Ceu Otaviano, de 37 anos, coordenador do núcleo trans do grupo ativista Estruturação, ressalta que a iniciativa é uma ferramenta vital para a saúde mental. Entre os atletas, Daymon Luiz, de 27 anos, destaca a importância de incluir sua filha de três anos em um ambiente de diversidade, projetando um futuro com mais respeito e inclusão para as próximas gerações.
