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PF investiga Castro por R$ 3,6 bilhões em fundos do Master

PF investiga Castro por R$ 3,6 bilhões em fundos do Master

PF investiga Castro por R$ 3,6 bilhões em fundos do Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero, investigando o ex-governador Cláudio Castro. A operação apura o envolvimento do ex-governador na aplicação irregular de R$ 3,6 bilhões da previdência dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.

Os recursos investidos pertencem à RioPrevidência, autarquia responsável pela administração dos fundos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende mais de 235 mil servidores ativos e inativos. A decisão do ministro André Mendonça, do STF, autorizou busca e apreensão na residência de Castro, indicando seu papel político na viabilização dos aportes ao Banco Master.

Investigações apontam para o pagamento de vantagens indevidas aos envolvidos nos investimentos, realizados à revelia da política conservadora de aplicação de recursos do RPPS. A operação cumpre dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Além de Castro, são alvos Ricardo Siqueira Rodrigues, apontado como lobista, e o ex-presidente do RioPrevidência Deivis Marcon Antunes.

As diligências tiveram como ponto de partida mensagens extraídas de um celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A PF sincronizou contatos entre Vorcaro e Castro com os aportes feitos pela RioPrevidência. Mendonça afirmou que a relação entre eles ultrapassou o contato institucional, com indícios de tratativas ilícitas que viabilizaram R$ 3.691.000.000 em investimentos no Banco Master.

Relatório parcial da PF detalha que, entre outubro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência aportou R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. De dezembro de 2024 a outubro de 2025, foram realizados novos aportes em fundos estruturados pelo grupo, totalizando R$ 2,01 bilhões, após entraves regulatórios. A atuação teria incluído a nomeação de nomes alinhados ao esquema para o comando da RioPrevidência por Castro.

O Banco Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, devido à falta de liquidez e suspeitas de fraudes financeiras. Diversas frentes de investigação foram abertas para apurar as ligações de Daniel Vorcaro com agentes públicos.

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