Protestos no Quênia contra centro de ebola dos EUA
Protestos populares no Quênia contra a instalação de um centro de quarentena para cidadãos norte-americanos expostos ao vírus ebola resultaram em três mortes. A unidade, alvo de forte rejeição da população de Nairóbi, faz parte de um acordo sigiloso entre o governo do Quênia e o governo de Donald Trump.
Segundo a Comissão de Direitos Humanos do Quênia (KHRC), duas pessoas morreram na semana passada e uma terceira vítima foi registrada nesta terça-feira (9). Em resposta à instabilidade social e aos temores de saúde pública, o Tribunal Superior de Nairóbi emitiu uma liminar suspendendo a instalação da estrutura, que teria capacidade para 50 a 250 leitos em Laikipia.
A Embaixada dos EUA afirmou que o centro é essencial para a resposta ao surto, que já contabiliza 626 casos e 112 mortes na República Democrática do Congo, além de 19 casos e duas mortes em Uganda. Enquanto a professora Natalia Fingermann, da ESPM, destaca o alinhamento autoritário do presidente William Ruto, o país enfrenta simultaneamente tensões causadas pela alta nos preços dos combustíveis.
