Rádio MEC lança série Damas do Jazz com Ruy Castro
O jazz ganha destaque na Rádio MEC com a estreia da série original “Damas do Jazz”. Apresentada pelo renomado Ruy Castro, a produção mergulha nas histórias de ícones do gênero como Ella Fitzgerald, Peggy Lee, Carmen McRae e Sarah Vaughan, celebrando suas vozes e talentos que marcaram época.
Com quatro episódios de transmissão semanal, a série “Damas do Jazz” promete revisitar sucessos que atravessam gerações. O programa inédito estreia neste domingo (31), às 22h, mesclando o repertório das divas com suas trajetórias e a importância cultural de suas carreiras.
A série, uma produção de Ruy Castro, Heloisa Seixas e Julia Romeu, pode ser acompanhada não apenas pelo dial da Rádio MEC, mas também pelo aplicativo Rádios EBC e via streaming no site da emissora pública. A obra de abertura de cada episódio é a gravação completa de “Preview”, de Paul Quinichette, na voz de Ella Fitzgerald.
O episódio de estreia homenageia Ella Fitzgerald, explorando sua relevância como a maior improvisadora vocal do jazz e sua performance com swing inigualável. O foco é no período em que a cantora, na década de 1950, iniciou as gravações do “American Songbook”, marcando sua maturidade artística.
Esta não é a primeira incursão de Ruy Castro em séries musicais na Rádio MEC. Nos últimos anos, o escritor apresentou outros seriados como “De Quem é a Música?” (sobre compositores), “Samba-Jazz” (gênero musical brasileiro), “A Música do Carnaval” (hits populares), “Ao Som dos Boleros e Tangos” (ritmos internacionais), “Orlando Silva, o cantor das multidões” (biografia), “Tom Jobim, o Ouvidor do Brasil” (inspiração em livro vencedor do Prêmio Jabuti 2025), “A Escrita Falada” e “Contos Mínimos” (crônicas), além de “A Música do Cinema” (trilhas sonoras).
Ruy Castro iniciou sua carreira jornalística em 1967 e se dedicou aos livros a partir de 1988, com estreia literária em 1990 com “Chega de Saudade: a História e as Histórias da Bossa Nova”. É autor de biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, além de obras sobre bossa nova, samba-canção, Rio de Janeiro dos anos 1920, cinema e literatura. Em 2021, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) e, no ano seguinte, tornou-se membro da ABL.
