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Renda familiar recorde: famílias brasileiras alcançam R$ 2.264 em 2025

Renda familiar recorde: famílias brasileiras alcançam R$ 2.264 em 2025

Renda familiar recorde: famílias brasileiras alcançam R$ 2.264 em 2025

O rendimento médio mensal das famílias brasileiras atingiu a marca histórica de R$ 2.264 por pessoa em 2025. Este valor representa um crescimento real de 6,9% em relação a 2024, já descontada a inflação. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e marcam o quarto ano consecutivo de alta no rendimento domiciliar, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A metodologia do IBGE para o cálculo do rendimento médio envolve a soma de todos os valores recebidos pelos integrantes das famílias e a divisão pelo número de moradores do domicílio. Entram na conta salários, bônus, aposentadorias, pensões, benefícios sociais, bolsas de estudo, seguro-desemprego, aluguéis e aplicações financeiras. Segundo o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, o mercado de trabalho teve um peso significativo no aumento do rendimento, impulsionado por níveis mínimos de desemprego e reajustes anuais do salário-mínimo.

O Distrito Federal e estados das regiões Sul e Sudeste lideram o ranking do rendimento domiciliar per capita. Em contrapartida, Ceará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231) apresentaram os menores valores. Por região, o Sul registrou o maior rendimento médio (R$ 2.734), seguido pelo Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Nordeste (R$ 1.470) e Norte (R$ 1.558) apresentaram os menores indicadores.

Em 2025, 75,1% do rendimento médio mensal teve origem no trabalho, enquanto 24,9% provieram de outras fontes. Entre estas últimas, aposentadorias e pensões foram as principais (16,4%), seguidas por programas sociais (3,5%), aluguel e arrendamento (2,1%), outros (2%) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%). O Nordeste se destacou por ter uma proporção maior de rendimento vindo de outras fontes (32,6%) e programas sociais (8,8%) em comparação com a média nacional.

A Pnad também revelou que o Brasil possuía 212,7 milhões de pessoas em 2025, com 143 milhões (67,2% da população) tendo algum tipo de rendimento, o maior nível já registrado. A parcela com rendimento do trabalho alcançou 47,8% da população, outro recorde. Aposentadoria e pensão previdenciária foram a fonte de rendimento mais comum nesse grupo de ‘outras fontes’, representando 13,8% da população. Benefícios sociais foram recebidos por 9,1% dos brasileiros, um patamar superior ao período pré-pandemia.

O ano de 2025 foi marcado por recordes no rendimento individual. O rendimento médio mensal do trabalho atingiu R$ 3.560, um aumento de 5,7% acima da inflação em relação a 2024 (R$ 3.208). Considerando todos os tipos de rendimentos, a média mensal foi de R$ 3.367, com expansão de 5,4% sobre o ano anterior. A pesquisa também apontou que os 10% mais ricos da população tiveram um rendimento 13,8 vezes maior que os 40% mais pobres. Adicionalmente, 22,7% das famílias brasileiras (18 milhões de domicílios) receberam algum benefício social do governo.

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