Setor de serviços em alta no 1º semestre e estável em junho
O setor de serviços registrou uma expansão de 2% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em junho, o setor apresentou estabilidade, sem variação em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, houve um crescimento de 2%, e no acumulado de 12 meses, o setor avança 2,6%.
O segundo trimestre de 2026 apresentou um desempenho positivo de 0,4% em relação ao primeiro trimestre. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (12), são parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
O setor de serviços, que abrange atividades geradoras de emprego como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), encontra-se 19,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,3% abaixo do seu pico histórico, registrado em outubro de 2025.
Em 2026, os meses de janeiro e junho apresentaram crescimento de 0,0%, fevereiro teve alta de 0,1%, março registrou queda de -1,0%, abril teve aumento de 1,2% e maio apresentou recuo de -0,2%. O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, observou que o setor opera de forma acomodada, próximo ao seu ponto mais alto.
Na comparação do primeiro semestre de 2026 com o ano anterior, destacaram-se os aumentos em Serviços prestados às famílias (2,0%), Serviços de informação e comunicação (6,8%) e Serviços profissionais, administrativos e complementares (2,4%). Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuaram 1,2%, e Outros serviços permaneceram estáveis com 0,0%.
Rodrigo Lobo apontou que o setor exibe uma “taxa de crescimento menos intensa” em comparação com semestres anteriores, como os primeiros seis meses de 2025, quando a expansão acumulada era de 2,7%. Do total de 166 tipos de serviços investigados, 47,6% tiveram desempenho positivo no semestre.
O índice de atividades turísticas (Iatur) recuou 3,4% em junho na comparação mensal e 0,9% no acumulado do ano. Em 12 meses, as atividades turísticas apresentam alta de 1%. O Iatur, que reúne 22 atividades ligadas ao turismo, está 6,6% acima do patamar pré-pandemia e 6,2% abaixo do pico de dezembro de 2024.

