TSE desmente alegações sobre urnas eletrônicas venezuelanas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou, nesta terça-feira (22), que a empresa venezuelana Smartmatic jamais forneceu urnas eletrônicas ou softwares para o sistema eleitoral brasileiro. A manifestação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, afirmar em um evento que os equipamentos utilizados no Brasil teriam origem na referida empresa, sem apresentar provas.
Segundo o Tribunal, as urnas brasileiras são projetadas por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e fabricadas sob coordenação direta do TSE por empresas selecionadas via licitações públicas. A Smartmatic chegou a participar de uma licitação para a fabricação de urnas em 2020, mas foi derrotada pela empresa Positivo. A única relação contratual entre a estatal brasileira e a companhia venezuelana restringiu-se a serviços de conexão de dados e voz, sem qualquer interferência no desenvolvimento ou operação do sistema de votação.
A declaração de Flávio Bolsonaro utilizou como base um documento desclassificado da CIA sobre denúncias de fraudes na Venezuela. Contudo, o relatório da agência de inteligência americana não confirmou a execução bem-sucedida de fraudes em larga escala no país vizinho entre 2004 e 2020. Em nota, a equipe de campanha do senador negou que ele tenha questionado a integridade do sistema brasileiro, apesar da informação incorreta disseminada durante o evento Debating Brazil.
